A ideia de “O Código Vivo” nasceu de uma visão: e se o universo digital tivesse alma?
Tendo experiência na área da tecnologia e convivendo diariamente com sistemas, softwares e códigos, comecei a imaginar como seria um mundo onde cada extensão de arquivo — .exe, .jpg, .zip, .iso — fosse uma forma de vida, com suas próprias funções, rotinas e personalidades.
O ambiente dos computadores sempre me fascinou, não apenas pelo lado técnico, mas pelo que ele representa filosoficamente: um reflexo da própria humanidade. Assim como nós, os sistemas buscam equilíbrio entre ordem e caos, entre a busca pela perfeição e a inevitável presença do erro.
Daí nasceu o conceito central da obra: transformar o sistema operacional em um universo vivo, onde antivírus são a força de ordem, vírus são os agentes do caos, e cada extensão de arquivo é uma sociedade dentro desse imenso ecossistema digital.
O protagonista, Rex.exe, representa a consciência desperta — um arquivo que começa a questionar o próprio sistema, assim como nós questionamos o mundo em que vivemos.
Minha vivência com tecnologia inspirou não apenas os cenários e metáforas, mas também a filosofia da história:
“O erro não é o fim do código. É o início da evolução.”
“O Código Vivo” é, portanto, uma fusão entre o universo técnico e o humano — um lembrete de que, mesmo entre linhas de código, pulsa algo que chamamos de vida.